o lado negro do marketing digitalO marketing digital é uma forma eficiente de propor recursos para que uma marca seja fortalecida no mundo digital. No entanto, como acontece em todo segmento, há também um lado negro o envolvendo.

 

Um exemplo que chamou a atenção dos usuários das redes sociais, mais especificamente do Instagram, foi um caso de publicidade velada de uma marca de cigarro. Como todos sabem, a publicidade de cigarros é proibida por lei (Lei 10.167/00).

Entenda o caso

o lado negro do marketing digitalDe acordo com matéria publica na Exame, alguns posts no Instagram trazem influenciadores (pessoas que possuem perfis com 2 mil a mais de 100 mil seguidores), posando com cigarros sem que a marca seja mencionada abertamente.

A marca de cigarros Kent, cujo fabricante é a empresa Souza Cruz, aparece explicitamente em apenas uma das fotos.

O que chama a atenção nas fotos postadas é que, além de todas possuírem a mesma estética, que inclui a mesma palheta de cores, uma mesma hashtag é utilizada, o que caracteriza uma ação de marketing digital.

Em nota, a empresa Souza Cruz negou o fato de as fotos fazerem parte de uma ação publicitária:

“A Souza Cruz cumpre fielmente a legislação brasileira. Iniciativas realizadas pela empresa junto aos seus consumidores estarão sempre relacionadas exclusivamente à exposição dos produtos nos pontos de venda e respectiva comercialização, conforme autorizado por lei.”

A campanha velada também fere regulamentação do Conar

Além de estar infringindo uma lei, a suposta campanha velada também fere a regulamentação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar. De acordo com o órgão, toda publicação de caráter publicitário deve ser sinalizada claramente como propagandas, normalmente sinalizados pela hashtag #publipost.

Ainda segundo o Conar, a sinalização deve aparecer no começo e no final da postagem. As publicações que não seguem a regra estão passíveis de investigação e advertência.

A frequência dos posts começou a se intensificar em outubro. A utilização da hashtag #aheadbr e até a citação por perfil do Instagram @ahead.br apareceu em publicações de ao menos 20 pessoas na rede social.

O lado negro do marketing digital: o que dizem os envolvidos

o lado negro do marketing digitalAlguns dos influenciadores que postaram as fotos abriram o jogo anonimamente e afirmaram que a negociação das postagens teve início há três meses, ou seja, em agosto.

Esses jovens influenciadores contam que foram abordados e questionados quanto ao interesse em participar da campanha, a qual teria duração de 90 dias. Os perfis dos influenciadores foram escolhidos por meio do seguinte critério: jovens que fumam e são reconhecidos no mundo da moda, das baladas e da música.

O acordo inclui a postagem de oito fotos por mês entre os meses de outubro e dezembro. O valor do cachê pago a cada influenciador foi calculado de acordo com o número de seguidores, mas estima-se que sejam de valores que variam de R$3 mil a R$8 mil, que serão pagos em duas parcelas.

Os anônimos ainda afirmaram que a hashtag #Ahead.br refere-se à uma plataforma recém-criada e cujo objetivo é conectar jovem empreendedores, inspirar e apoiar novas experiências relacionadas às esferas da moda, design e música. A Kent, marca dos cigarros, não possui perfil na rede.

O poder do marketing digital

Como vimos, o marketing digital é uma ferramenta extremamente poderosa para difundir uma marca ou produto no meio online.

Quando as estratégias que compõem o marketing digital são utilizadas para ludibriar o público-alvo e promover marcas e produtos que são não apenas ilegais, mas também que causam riscos à saúde dos usuários, há um distanciamento do propósito do segmento.

A observância das regras e leis que determinam as boas práticas do marketing digital precisa ser levada a sério para que o segmento não perca a credibilidade e deixe de cumprir seu papel.

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